MÓDULO II
DIREÇÃO DE TEATRO, DIREÇÃO DE ATOR, DIREÇÃO DE CENA
Texto: Régis Costa de Oliveira
DIREÇÃO DE TEATRO
A figura do diretor de teatro, administrador ou artista encena
dor, contribui grandemente não só para a gestão, mas também para a estética dos espetáculos.
O diretor está ali para lembrar que a administração é parte integrante da criação: não apenas em relação ao orçamento de funcionamento, mas ainda quanto à programação; o diretor tenderá naturamente a propor assinaturas que assegurem uma temporada tranquila; recomendará exigências para peças ou estilos já comprovados; só assumirá compromisso com coproduções rentáveis - são vários os imperativos econômicos que se imporão às jovens companhias ou aos encenadores. Dessa forma, a política cultural não mais garante a sobrevivência à arte, mesmo que mediana.
DIREÇÃO DE ATOR (OU ELENCO)
dor, contribui grandemente não só para a gestão, mas também para a estética dos espetáculos.O diretor está ali para lembrar que a administração é parte integrante da criação: não apenas em relação ao orçamento de funcionamento, mas ainda quanto à programação; o diretor tenderá naturamente a propor assinaturas que assegurem uma temporada tranquila; recomendará exigências para peças ou estilos já comprovados; só assumirá compromisso com coproduções rentáveis - são vários os imperativos econômicos que se imporão às jovens companhias ou aos encenadores. Dessa forma, a política cultural não mais garante a sobrevivência à arte, mesmo que mediana.
A direção de ator (elenco) é a maneira pela qual o encenador guia aconselha seus atores, desde os primeiros ensaios até os ajustes feitos durante a apresentação pública do espetáculo.
(Direção de Ator ou Elenco: Erika AV de Almeida dirigindo a atriz Elisabeth Pereira)
Esta noção, por sua vez tênue e indispensável, diz respeito à relação individual, tanto pessoal quanto artística, que se estabelece entre o mestre de obra e seus intérpretes: relação pessoal muitas vezes ambígua, que só acontece no teatro ocidental, sobretudo realista e psicológico, em que o ator procura a identidade de sua personagem a partir de si próprio, como um "trabalho do ator sobre si mesmo". Para se compreender o fundamento desta noção e sua importância na encenação, é preciso abster-se de reduzi-la a uma relação psicológica e anedótica afim de se tentar apreender seu método e propor uma teoria geral dela.
(Direção de Ator: Erika AV de Almeida dirige o ator Roberto D'Ávilla no ensaio do espetáculo "A Paixão de Cristo")
(Direção de Ator ou Elenco: Erika AV de Almeida dirigindo a atriz Elisabeth Pereira)Esta noção, por sua vez tênue e indispensável, diz respeito à relação individual, tanto pessoal quanto artística, que se estabelece entre o mestre de obra e seus intérpretes: relação pessoal muitas vezes ambígua, que só acontece no teatro ocidental, sobretudo realista e psicológico, em que o ator procura a identidade de sua personagem a partir de si próprio, como um "trabalho do ator sobre si mesmo". Para se compreender o fundamento desta noção e sua importância na encenação, é preciso abster-se de reduzi-la a uma relação psicológica e anedótica afim de se tentar apreender seu método e propor uma teoria geral dela.
(Direção de Ator: Erika AV de Almeida dirige o ator Roberto D'Ávilla no ensaio do espetáculo "A Paixão de Cristo")O diretor que trabalha seus atores em um grupo fixo tem, ao longo do tempo de suas montagens, um elenco que já o oferece subsídios que facilitam seu trabalho, ao contrário de diretores que recebem atores somente para aquele espetáculo X; este encontra-se em situações difíceis especialmente em se tratando de falta de tempo para tentar limpar de seus atores vícios adquiridos através de outros trabalhos.
No decorrer da montagem, o encenador testa sua distribuição de papéis, verifica as aptidões de seus atores, inventa exercícios básicos que os introduzem, sem que perceba, na obra a ser representada.
Erika AV de Almeida (direção de ator) fazendo colocações para a distribuição de papéis.
No decorrer da montagem, o encenador testa sua distribuição de papéis, verifica as aptidões de seus atores, inventa exercícios básicos que os introduzem, sem que perceba, na obra a ser representada.
Erika AV de Almeida (direção de ator) fazendo colocações para a distribuição de papéis.O encenador organiza longas jornadas de leituras, explica as opções de interpretações, prepara a dicção do texto, faz reflexões sobre as motivações dos personagens para buscar maneiras pessoais de cada um se comportar ("o que eu faria se...").
Às vezes, ao contrário, o diretor propõe uma neutralidade vocal e entonativa da leitura, para não fechar a compreensão do texto.
Às vezes, ao contrário, o diretor propõe uma neutralidade vocal e entonativa da leitura, para não fechar a compreensão do texto.
O diretor de ator (elenco) decidirá se, até mesmo, faz trabalho que são pontas de ensaios: "sem exposição preliminar, o pensamento deve desenvolver-se pelo exame da escolha entre tal gesto ou aquele outro, escolha às vezes dramática, objeto de comentário por meio de uma conversa perpétua no palco".
(Direção de Ator: Erika AV de Almeida dirigindo o ator Júlio Tinôco)
(Direção de Ator: Erika AV de Almeida dirigindo o ator Júlio Tinôco)Os conselhos do diretor quanto à construção dos personagens são necessários ao ator para ele poder "entrar" na personagem, para apreender as motivações, para utilizar as características de sua persona "exterior e interior" e para sugerir a construção do papel. Tarefa imensa que, felizmente, se subdivide em tarefas parciais:

O diretor sempre descobre em seu ator um indivíduo complexo, apto a inúmeras tarefas, de poderes insuspeitádos: ele tem a perspectiva individual da personagem, mas também a compreensão do conjunto da peça, a contribuição individual de traços pertinentes, mas também a submissão aos objetivos do conjunto da encenação.
Deste modo, o ator é, necessariamente, um ator-criador, um ator que se insere num projeto, porém contribuinptoado para ele com elementos que só ele pode trazer.a. ater-se ao objetivo de uma cena ou da peça;
b. encontrar um "à vontade" vocal, gestual e comportamental;

c. regular a distância ou a proximidade da personagem;

d. cuidar da legibilidade e da beleza da gestualidade;

b. encontrar um "à vontade" vocal, gestual e comportamental;

c. regular a distância ou a proximidade da personagem;

d. cuidar da legibilidade e da beleza da gestualidade;

O diretor deve apoiar o ator, saber tranquilizá-lo, compreendê-lo e contê-lo.
Erika AV de Almeida e Roberto D'Ávilla (Jesus) após quatro horas de ensaio e o cansaço já tomava conta de todos.
Erika AV de Almeida e Roberto D'Ávilla (Jesus) após quatro horas de ensaio e o cansaço já tomava conta de todos.O diretor sempre descobre em seu ator um indivíduo complexo, apto a inúmeras tarefas, de poderes insuspeitádos: ele tem a perspectiva individual da personagem, mas também a compreensão do conjunto da peça, a contribuição individual de traços pertinentes, mas também a submissão aos objetivos do conjunto da encenação.


DIREÇÃO DE CENA
Após a conscientização da necessidade do controle global dos meios artísticos, o diretor de cena cindiu-se em encenador e diretor de cena no sentido atual de responsável pelo palco.
DIREÇÃO DE CENA: Erika AV de Almeida comandando a posição dos atores para a iluminação nos ensaios do espetáculo "A Paixão de Cristo"
DIREÇÃO DE CENA: Erika AV de Almeida comandando a posição dos atores para a iluminação nos ensaios do espetáculo "A Paixão de Cristo"O diretor de cena é reponsável principalmente pela sonoplastia, iluminação e contrarregragem (a direção geral de cena consiste em coordenar as diversas responsabilidades).
ACIMA: (DIREÇÃO DE CENA) Erika AV de Almeida conferindo a trilha sonora do espetáculo "A Paixão de Cristo" com Luiz Fernando Lima.
ABAIXO: (DIREÇÃO DE CENA) orrganizando e avaliando o figurino de Geraldo Vilanova
ACIMA: (DIREÇÃO DE CENA) Erika AV de Almeida conferindo a trilha sonora do espetáculo "A Paixão de Cristo" com Luiz Fernando Lima.


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